Product Designer
Transformando um processo manual de análise em ferramenta de decisão
Product Designer
Miro • Figma • Excel • Word • PowerBI
Discovery • Prototipação • Testes • Homologação.

Antes de pensar na solução, era preciso entender o problema que aquela primeira versão tentava resolver.
O Relatório de Rendimentos era o principal instrumento utilizado para acompanhar o desempenho das usinas de aços especiais da companhia.
Antes de eu entrar no projeto, um painel já estava sendo desenvolvido pelo time, a expectativa era de que eu desse um banho de loja na interface dele mas antes de mais nada eu precisava entender qual era o problema que se tentava resolver.
Sugeri e o time aceitou que nós déssemos um passo atrás para investigar todo o contexto antes de pensar em redesenhar qualquer coisa.
Pilares do projeto
Unificar todos os dados relevantes para os analistas e gestores
O dashboard irá incorporar dados de outros sistemas e do data lake
Garantir a confiabilidade dos dados
Informações de boletins em papel serão incorporadas após a digitalização.
Sem um dashboard dedicado para análise de dados, as coisas funcionavam da seguinte forma:
Informações vinham de diferentes planilhas e sistemas, entre elas a versão em planilha do Relatório de Rendimentos. Ocasionalmente boletins em papel.
Os dados eram reunidos e tratados manualmente e então colocados em uma outra planilha. Retrabalho e inconsistências faziam parte da rotina.
Por fim, era preciso preparar o relatório usado para acompanhar a produção. Um gestor relatou gastar cerca de 1h30 todas as manhãs nessa preparação.
A partir da pesquisa, transformamos os principais problemas observados em hipóteses
Trocar tabelas por gráficos iria acelerar e facilitar o entendimento das informações
Segmentar o dashboard pelas áreas da produção facilitaria a navegação
Adaptação de componentes do design system para o PowerBI ajudaria a manter a consistência
Análises começam num panorama geral e depois se aprofundam conforme necessário
Acreditávamos → Observamos → Aprendemos → Ajustamos
Eu queria testar o dashboard o mais rápido possível, afinal se toda a estrutura desenhada a partir das hipóteses falhasse, uma reestruturação teria de ocorrer bem rápido. Por esse motivo eu optei por utilizar protótipos em baixa fidelidade para por o conceito á prova.
1. Gráficos irão substituir tabelas
2. Navegação por segmento da produção
3. Filtros em dropdowns
4. Panorama das usinas como ponto de partida
1. Usuários precisavam de uma leitura rápida e em alguns contextos, mais detalhadas dos dados
2. Usuários pensam primeiro na usina
3. No PowerBI os próprios gráficos servem de filtros, esse comportamento é o esperado pelos usuários
4. O conceito funcionou mas o conteúdo deveria ser revisto
1. Rever o que é gráfico, tabela e cards com big numbers destacados
2. Dashboard será divido por usina
3. Interação com os gráficos será método primário de filtragem
4. Reformulação do conteúdo do panorama inicial
Das descobertas à solução
Padronizar a navegação por área parecia o caminho, mas não funcionava na prática. A saída foi estruturar a arquitetura por usina, combinando um panorama geral com as suas áreas específicas.
Em vez de entulhar o painel com dropdowns, reorganizei e reagrupei os gráficos para que a própria interação com as barras e segmentos funcionasse como um filtro fluido, rápido e contextual.
A disponibilidade dos dados, as limitações do Power BI e as necessidades de cada usina acabavam entrando na conta. A solução foi encontrar, em cada caso, um ponto de equilíbrio.
Protótipo navegável no Figma. Alguns elementos da interface foram alterados para anonimizar as informações.
Além de reduzir o tempo de análise nos testes, o projeto serviu de base para a criação de outros dashboards.
*Média observada durante os testes com o protótipo final.
Deixei a empresa antes da implementação total do dashboard.
Projetados enquanto o time construía esse.
Focado em dados específicos de duas usinas.
Considerações finais
Ao final do projeto, percebi que a maior parte das decisões não estava relacionada à aparência da interface.
Elas nasceram da necessidade de equilibrar comportamento dos usuários, limitações técnicas, disponibilidade dos dados e objetivos do negócio.
O dashboard final foi consequência desse processo, e não seu ponto de partida.